Pressionado pelos EUA, Maduro mobiliza 4,5 milhões de milicianos na Venezuela após acusação de narcotráfico

A crise política e diplomática envolvendo a Venezuela voltou a ganhar força nos últimos dias. O presidente Nicolás Maduro anunciou a mobilização de cerca de 4,5 milhões de milicianos em resposta direta às pressões dos Estados Unidos, que intensificaram as acusações contra seu governo.

Washington acusa Maduro e integrantes de sua cúpula de envolvimento com o narcotráfico, além de ter aumentado a recompensa por informações que levem à prisão do líder venezuelano. Essa medida elevou ainda mais a tensão entre os dois países, que já mantêm relações estremecidas há anos.

Segundo Maduro, a mobilização massiva das chamadas “forças milicianas” serve para reforçar a defesa nacional contra possíveis intervenções externas. Ele classificou as ações dos EUA como uma tentativa de desestabilizar a Venezuela e reiterou que seu governo não se curvará às pressões internacionais.

Por outro lado, especialistas apontam que o anúncio também pode ter um efeito interno: fortalecer a narrativa do governo frente à população e demonstrar poder em um momento de fragilidade política e econômica. A Venezuela enfrenta inflação crônica, queda da produção de petróleo e crescente insatisfação popular.

A estratégia de mobilizar milhões de milicianos é vista como uma forma de mostrar força militar e política, mas levanta dúvidas sobre a real capacidade de organização e preparo dessas forças em caso de confronto.

Destróieres norte-americanos a caminho

Para aumentar ainda mais o clima de tensão, duas fontes confirmaram que três navios destróieres de mísseis guiados da frota “U.S. Aegis” chegarão à costa da Venezuela nas próximas 36 horas. O movimento faz parte de um esforço militar dos Estados Unidos para enfrentar as ameaças dos cartéis de drogas da América Latina.

O então presidente Donald Trump havia defendido uma postura mais agressiva, chegando a propor o uso das forças armadas para perseguir gangues de drogas designadas por Washington como organizações terroristas globais. Essa estratégia insere a Venezuela no centro de uma disputa que mistura política, segurança internacional e combate ao narcotráfico.

Escalada de tensão regional

A presença dos destróieres norte-americanos na região aumenta o risco de incidentes e pressiona ainda mais o governo de Maduro. Enquanto Caracas exibe a mobilização de milhões de milicianos como sinal de resistência, Washington demonstra força militar concreta nas águas do Caribe.

Especialistas alertam que a escalada pode ter consequências graves para a estabilidade da América Latina, já fragilizada por crises políticas e econômicas em diversos países.

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